As irregularidades no Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa denunciadas numa reportagem do programa "Ana Leal" estiveram em debate na TVI24 esta quarta-feira.

Rogerio Rodrigues, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa e e sub-chefe de segunda classe, lembrou que "não existem regras para a atribuição de carros de serviço". 

António Pascoal, do mesmo sindicado e sub-chefe de primeira classe, afirmou que deve haver um regulamento que estabeleça quando, como e em que moldes as viaturas de serviço podem ser utilizadas pelos chefes de bombeiros.

A utilização das viaturas deve ser necessária para o serviço de socorro ser garantido. Agora deve haver um regulamento que estabeleça quando, como e em que moldes devem ser utilizadas essas viaturas. Esse regulamento não existe. “

No mesmo debate, a jornalista Cláudia Rosenbusch, autora da reportagem, mostrou documentos que provam que em pelo menos duas ocorrências não foram chamados chefes com viaturas de serviço em casa: uma delas foi na Penha de França, no dia 5 de setembro, outra um grande incêndio em Carnide, a 18 de julho.

Mas Joaquim Leitão, ex-comandante do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa notou que "um incêndio no Chiado é diferente num incendio na Alta de Lisboa" e que as chefias são chamadas para o terreno "em função do risco".

Francisco Domingues, deputado municipal do PSD, admitiu ter ficado "surpreendido com as situações de utilização dos veículos em fins não operacionais" e frisou que em "são dinheiros públicos que estão a ser utilizados nos Sapadores". 

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