O comandante dos Bombeiros Voluntários de São Mamede de Infesta é suspeito de ter vendido à Proteção Civil oito mil coletes destinados ao programa Aldeia Segura, por ajuste direto, e de não os ter feito chegar na totalidade.

A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias, que escreve ainda que Gilberto Gonçalves foi um dos alvos das buscas da Polícia Judiciária e do Ministério Público.

De acordo com o jornal, alguma da documentação apreendida na sede da Proteção Civil, em Carnaxide, mostra algumas irregularidades no processo de venda com a empresa Touch Fire, num negócio semelhante ao da empresa Fox-Trot.

O procedimento de aquisição dos coletes começou a 26 de maio de 2018, mas adjudicação aconteceu quatro dias antes.

Além disso, o preço-base do contrato era de 104 mil euros, mas o comandante vendeu os coletes por 29 mil euros.

O contrato foi assinado a 14 de agosto de 2018.

Os coletes foram entregues em dois dias e foram logo faturados, o que levou o ministério público a suspeitar que não terão sido entregues na totalidade.