Os bombeiros da região de Lisboa e Vale do Tejo efetuaram, entre 16 e 30 de janeiro, mais de 2.500 transportes de doentes suspeitos e confirmados de covid-19, segundo o último relatório do estado de emergência hoje divulgado.

O relatório referente ao estado de emergência entre 16 e 30 de janeiro e entregue na Assembleia da República indica que, durante este período, foi operacionalizada, numa parceria entre a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e INEM, com o apoio dos corpos de bombeiros, uma estrutura de triagem inicial no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para fazer face “ao elevado fluxo de doentes ao serviço de urgência”.

O documento, realizado pela Estrutura de Monitorização do Estado de Emergência, coordenada pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, precisa também que, a 30 de janeiro, estavam 596 bombeiros infetados com covid-19, bem como 1.235 em isolamento profilático.

O relatório diz respeito ao início do atual confinamento geral para fazer face à tendência de crescimento de novas infeções por SARS-CoV-2, período em que se registou “um aumento acentuado” do número de casos de covid-19, bem como nos internamento hospitalar.

De acordo com o documento que vai ser discutido na quinta-feira no parlamento, a taxa de letalidade por covid-19 situava-se, a 30 de janeiro, nos 1,7% e a maioria das pessoas que morreram (87,8%) tinha idade igual ou superior a 70 anos.

O relatório sobre a estratégia de aplicação das medidas de combate à pandemia no âmbito do nono estado de emergência indica igualmente que, entre 15 e 30 de janeiro, foram registados 3.939 óbitos, 1.789 dos quais ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 869 no Centro e 862 no Norte.

/ MJC