A tempestade Leslie provocou 27 feridos ligeiros, 13 dos quais foram assistidos, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências comunicadas à Proteção Civil, de acordo com o balanço mais atualizado desta autoridade.

No balanço feito às 9:00 pelo comandante Belo Costa, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) revelou que a passagem da depressão pós-tropical, que atingiu fortemente o centro do país, causou 61 desalojados, 57 dos quais no distrito de Coimbra, um em Leiria e três em Viseu.

A tempestade fez ainda 61 desalojados, 57 dos quais no distrito de Coimbra, um em Leiria e três em Viseu.

Das 1.890 ocorrências registadas pela ANPC, 1.218 diziam respeito a quedas de árvores e 441 a quedas de estruturas, tendo o vento sido o fenómeno que causou maior número de ocorrências.

De acordo com o comandante, o distrito de Coimbra foi o mais afetado, seguindo-se os de Aveiro, Leiria e Viseu.

Mais de 324 mil pessoas ficaram sem energia elétrica devido à passagem do furacão Leslie e a Proteção Civil registou ainda cerca de uma centena de inundações.

"Maiores perigos já passaram"

No balanço efetuado na manhã de domingo, a Proteção Civil considerou que “os maiores perigos já passaram” em relação à passagem da tempestade Leslie por Portugal e que vai fazer uma avaliação com o IPMA, às 11:00, sobre a situação de alerta no país.

Os maiores perigos já passaram”, disse o comandante Belo Costa, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), num ponto de situação aos jornalistas, às 09:00 na sua sede, em Carnaxide, Lisboa.

O comandante adiantou que a Proteção Civil está neste momento preocupada em encerrar cerca de 900 ocorrência ainda em aberto, das 1.890 registadas.

O responsável adiantou ainda que mais de 300.000 pessoas foram afetadas por cortes de energia, sendo o número de afetados mais reduzido neste momento, com o trabalho de reposição gradual realizado ao longo da noite.

Estradas em Leiria

A circulação nas principais estradas de Leiria, um dos distritos mais afetados pela passagem da tempestade Leslie, já retomou a normalidade, segundo disse à Lusa fonte do Comando Territorial da GNR.

Além da queda de árvores e estruturas, o mau tempo provocou ainda uma fuga de gás num restaurante, no concelho de Leiria, mas não há registo de feridos, disse à Lusa a mesma fonte, contactada pelas 05:45.

A circulação chegou a estar condicionada na A17, que liga Leiria a Aveiro, devido à queda de várias árvores.

No mesmo distrito, no concelho de Marinha Grande, cerca de 60 pessoas que estavam na Praia da Vieira foram realojadas, depois de as tendas terem voado, disse a presidente da Câmara.

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/ Atualizada às 9:48