Largas dezenas de médicos estão, esta quarta-feira, concentrados junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, num protesto que marca o segundo dia de greve nacional, que regista uma adesão a rondar os 80%.

O dirigente da Federação Nacional de Médicos (FNAM), João Proença, admite já não ter grandes expectativas quanto a soluções propostas pelo atual Governo, recordando que se está a chegar ao final da legislatura.

A esse propósito, o dirigente sindical apelou aos partidos políticos para que apresentem nos seus programas de Governo “o que querem dos serviços de saúde”.

Em declarações à agência Lusa no início da concentração de médicos, João Proença classificou o estado do setor como “um problema de regime” que tem que ter respostas claras que passem pelo planeamento de recursos humanos, pela melhoria de condições de trabalho e das grelhas salariais dos médicos e pela contratação de mais pessoas.

Não há médicos suficientes”, indicou o dirigente sindical, considerando que este é o principal problema do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A FNAM defende a necessidade de mudar as grelhas salariais dos médicos e de reter os profissionais no SNS, ao mesmo tempo que se acaba com a “promiscuidade entre público e privado”.

Na manifestação, muitos médicos vestem bata branca e exibem cartazes e balões essencialmente alusivos à defesa do SNS.