A Associação dos Profissionais da Guarda Nacional Republicana (APG) e a Associação Nacional de Sargentos da Guarda vão convocar uma «iniciativa de rua» conjunta, ainda este mês, para exigir à tutela o cumprimento legal das novas tabelas remuneratórias.

Em declarações à Lusa, César Nogueira, dirigente da APG, disse que «vai ser convocada uma iniciativa de rua, em princípio para dia 29 de Fevereiro», num protesto que vai começar no Largo de Camões, em Lisboa, passando pelo Largo do Município, e que deverá acabar no Terreiro do Paço, «em frente ao Ministério da Administração Interna».

«Nas tabelas remuneratórias, para colmatar um erro criaram outro que foi colocar os profissionais em níveis intermédios que não existem. Só que não houve qualquer aumento salarial como estava previsto e também há os retroactivos que são devidos aos profissionais desde Janeiro de 2010», explicou César Nogueira, adiantando que esta situação motivou uma acção judicial contra o Estado, que deu esta segunda-feira entrada no tribunal de Lisboa.

«Desde Janeiro de 2010 que os profissionais estão sem receber esses ditos aumentos que ainda não aconteceram mas que já deviam ter acontecido desde a entrada em vigor do novo sistema remuneratório», afirmou o dirigente da APG.

Reconhecendo que alguns profissionais, «cerca de dois mil», já receberam estes valores, César Nogueira disse que «outros 20 e tal mil [profissionais] ficaram na anterior [tabela remuneratória] e aguardam que a tutela reponha a legalidade».

Contactado pela Lusa, o presidente da Associação Nacional de Sargentos da Guarda, José O'neill, adiantou que em causa estão também a assistência na doença e os processos de reserva, uma vez que, «nos estatutos, não se percebe o que vai acontecer aos militares que vão para a reserva, daqui a cinco anos».
Redação / MM