O secretário-geral da CGTP prevê a participação de dezenas de milhares de pessoas na jornada de luta nacional de sábado que integra manifestações em 24 cidades de todo o país em defesa de novas políticas para Portugal.

«Estamos crentes que, de acordo com o que nos tem sido transmitido pelos trabalhadores que temos contactado, vamos ter muitas dezenas de milhares de trabalhadores e de outras camadas da população nas ruas no próximo sábado», disse Arménio Carlos à agência Lusa.

O sindicalista referiu que os protestos «vão decorrer um pouco por todo o país, de forma descentralizada, para incentivar à participação nos locais mais próximos da residência» de cada um.

«Estamos convictos que vamos ter muitos trabalhadores, jovens e reformados nas ruas a gritar a uma só voz para dizer que basta desta política, para dizer que este país não tem futuro com esta política e com este Governo», disse.

Arménio Carlos defendeu que deve ser dada voz ao povo, «para o povo se exprimir e escolher o que quer para o presente e para o futuro».

A jornada nacional de luta da CGTP, que tem como lema «Contra a Exploração e o Empobrecimento», vai ter repercussões em todos os distritos do Continente, na Madeira e Açores.

Estão previstas manifestações ou concentrações em todas as capitais de distrito, exceto em Castelo Branco, dado que a manifestação distrital se realizará na Covilhã.

Para o Algarve estão marcadas três manifestações, uma em Faro, uma em Vila Real de Santo António e outra em Portimão.

Para as ilhas estão marcadas concentrações no Funchal, em Angra do Heroísmo, em Ponta Delgada e na Horta.

Em Lisboa, o desfile sairá do largo do Príncipe Real para a Praça do Município, onde Arménio Carlos fará o discurso de encerramento.

A jornada de luta foi marcada em protesto contra os cortes salariais e das pensões, o aumento da carga fiscal, o agravamento do custo de vida e do desemprego.

A CGTP reivindica novas políticas que passem pelo aumento imediato dos salário e pensões, o alargamento da proteção social a todos os desempregados e um programa de emergência de combate ao desemprego.
Redação / CP