O secretário-geral do PS afirmou esta sexta-feira que o seu partido manterá um relacionamento institucional correto com o Presidente da República e seguirá uma linha de oposição responsável e focada «nos reais problemas das pessoas».

Estas posições de António José Seguro, segundo fontes socialistas, foram assumidas na parte final da reunião da Comissão Política Nacional do PS, que durou mais de quatro horas.

Na intervenção final, o líder socialista procurou traçar os principais pilares da atuação do PS a curto e médio prazos, dizendo que, no plano institucional, apesar de alguns pontos de divergência em relação a Cavaco Silva (questão do valor das reformas ou o que foi escrito no último prefácio sobre o ex-primeiro-ministro José Sócrates), o seu partido empenhar-se-á no sentido de contribuir para a existência de um bom clima em termos de relacionamento.

A ideia de oposição responsável serviu também para vincar que o PS cumprirá os compromissos assumidos no memorando da troika, caso das matérias relacionadas com a revisão das leis laborais, que estarão em debate na próxima quarta-feira na Assembleia da República.

Perante a proposta do Governo, que mereceu o acordo da UGT em sede de concertação social, a direção do PS já excluiu o cenário do voto contra.

No final da reunião da Comissão Política, em declarações aos jornalistas, o porta-voz do PS, João Ribeiro, disse que «houve uma forte e clara adesão à estratégia da direção nacional» do partido.

«A Comissão Política reafirmou a preocupação do PS em fazer política a pensar nas pessoas e concentrado cada vez mais nos problemas dos portugueses. Foi também muito claro o consenso no partido no sentido de apostar numa agenda para o crescimento e emprego, em alternativa às políticas de austeridade em cima de austeridade praticadas pelo atual Governo», declarou João Ribeiro.