A Polícia Judiciária, anunciou esta sexta-feira, num comunicado que através da Diretoria do Norte, em inquérito titulado pelo DIAP de Lisboa, "procedeu à detenção de um cidadão de nacionalidade Colombiana, com 57 anos, fortemente indiciado pela prática dos crimes de associação criminosa, branqueamento e furto qualificado em unidades hospitalares".

A notícia do furto e da identificação do grupo de estrangeiros ligados a este furto no Hospital Egas Moniz foi avançado pela TVI, no ano passado.

"O detido com recurso a Mandado de Detenção Europeu foi localizado em Itália e posteriormente presente às autoridades judiciárias nacionais sendo-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva", lê-se ainda no comunicado

Com a presente detenção eleva-se para três o número de cidadãos estrangeiros em prisão preventiva pelos factos em investigação. 

Tal como a TVI avançou, tratava-se de um grupo estrangeiro, que logo depois do furto terá saído do país para vender os dez aparelhos utilizados na realização de exames de gastroenterologia, avaliados em mais de 300 mil euros..

Os equipamentos estavam numa unidade de Endoscopia, no edifício de Ambulatório do Hospital Egas Moniz que tem acesso restrito por portas com código e guardados em armários também com códigos de acesso.

O caso levou a que dezenas de utentes tivessem ficado sem exames, que o hospital teve de reagendar, e logo na altura Alexandre Valentim, presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, antecipou o cenário mais provável.

Ainda segundo a PJ, "em Portugal a associação criminosa consumou diversos furtos do género em unidades hospitalares na área do Porto e Lisboa. Até ao momento estima-se que esta atividade delituosa, disseminada pelo espaço europeu, terá rendido proveitos económicos na ordem das várias dezenas de milhões de euros".

/ PP