A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia manifestou-se esta quarta-feira «satisfeita» com a «total abertura» do Ministério da Administração Interna para rever alguns pontos do novo estatuto e defendeu a suspensão da manifestação de elementos das forças de segurança, segundo avança a agência Lusa.

«Os problemas ainda não estão resolvidos, mas estamos satisfeitos pela total abertura do MAI para negociar e para encontrar uma solução que vá ao encontro das expectativas dos polícias», disse à Agência Lusa o presidente da ASPP/PSP, Paulo Rodrigues, no final de uma reunião com o secretário de Estado da Administração Interna, Rui Sá Gomes, no que foi o primeiro encontro para analisar a proposta de novo estatuto profissional.

Na reunião, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) apresentou algumas das matérias que merecem maior contestação por parte dos polícias, tendo o secretário de Estado se comprometido a analisá-las e a dar uma resposta no próximo encontro, marcado para 06 de Abril, adiantou.

Estatuto «não corresponde às expectativas dos polícias»

Segundo Paulo Rodrigues, progressão nas carreiras, posição remuneratória, vencimentos, avaliação e assistência na doença são os pontos mais «preocupantes» para os profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP).

O projecto do estatuto «não corresponde às expectativas dos polícias» e «não vai colmatar os problemas criados pelo actual», disse. Mas, adiantou, como é uma proposta, pode ser alterado e integrar algumas das reivindicações da classe.

O presidente da ASPP defendeu ainda a suspensão da manifestação marcada para 31 de Março, tendo em conta «a receptividade demonstrada esta quarta-feira pelo Ministério da Administração Interna (MAI)».

«A manifestação poderia ser suspensa até depois da reunião marcada para 06 de Abril no MAI», afirmou, sublinhando que a acção de protesto vai ser analisada sexta-feira na reunião da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações das Forças e Serviços de Segurança, entidade que a promove.

Fazem parte da CCP a Associação dos Profissionais da Guarda, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, a Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, o Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional.