A PSP já tem um plano de ação para a greve dos motoristas de matérias perigosas, no dia 12 de agosto.

De acordo com um comunicado lançado pelas autoridades, esta quinta-feira, as medidas passam pela segurança a infraestruturas críticas e a setores estratégicos nacionais, como postos de abastecimento de combustíveis, hipermercados e aeroportos, para “prevenir sabotagens, pilhagens ou desordens públicas”.

A PSP também deve disponibilizar polícias habilitados para conduzir veículos pesados de mercadorias, assim como uma viatura cisterna, para o apoio e reserva ao abastecimento de combustível para veículos da PSP e para apoio à comunidade em caso de necessidade.

Para além disto, a Polícia de Segurança Pública deverá atuar junto de piquetes de greve, procurando garantir o livre exercício do direito à greve e o direito para exercer a atividade profissional a quem desejar trabalhar.

A greve dos motoristas de matérias perigosas deve realizar-se no dia 12 de agosto, não tendo data fixada para o término.

a associação das empresas transportadoras ANTRAM não chegaram a acordo para serviços mínimos, depois de reunião na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

No pré-aviso de greve entregue pelos sindicatos, eram propostos serviços mínimos de 25% em todo o país. Por sua vez, as empresas propunham 70% de serviços mínimos garantidos.

Na greve iniciada em 15 de abril passado, o Governo estipulou a garantia dos serviços mínimos com 40% dos trabalhadores em funções, mas apenas para Lisboa e Porto.

Posteriormente, o Governo acabou por decretar uma requisição civil e, depois, convidar as partes a sentarem-se à mesa de negociações.

A elevada adesão à greve de três dias surpreendeu todos, incluindo o próprio sindicato, e deixou sem combustível grande parte dos postos de abastecimento do país.