Uma família desalojada da Quinta das Amoreiras, Feijó, receberá esta terça-feira um casa num bairro social do Laranjeiro, atribuída pela Câmara Municipal de Almada, disse à agência Lusa fonte da autarquia.

Quinta-feira, na sequência do início dos trabalhos de demolição de habitações clandestinas na Quinta das Amoreiras, Feijó, a família Maia foi a primeira a ser desalojada, ficando assim um casal, ambos de 36 anos e com três filhos de 1, 8 e 13 anos, a dormir na rua.

Os terrenos onde estão as habitações são privados e para além da família Maia, existem mais cinco famílias em risco de perderem as casas, uma vez que a proprietária interpôs uma acção de despejo em tribunal.

Esta situação «preocupou» o Bloco de Esquerda (BE), que solicitou uma reunião com a autarquia no sentido de «perceber» a «evolução do processo» dos desalojados, afirmou Luís Filipe Pereira daquele partido.

Durante este encontro com José Gonçalves, vereador do Urbanismo, e com Rui Jorge, vereador da Habitação, foi dito aos bloquistas que «esta demolição era uma surpresa total» e que a autarquia «irá contactar a proprietária» para serem «apuradas as suas responsabilidades» e inclusive ser «definida e clarificada» a situação do imóvel para «impedir» a continuação das demolições sem que haja a prévia articulação com os serviços municipais, garante Luís Filipe.

Contactada pela Lusa, a autarquia explicou que depois do processo ter sido avaliado «convenientemente», a Câmara Municipal decidiu «garantir» realojamento provisório a esta família até ela «encontrar uma situação definitiva» com as restantes entidades, inclusive, com o proprietário do terreno.