O Ministério Público confirmou esta terça-feira a abertura de um inquérito na sequência de uma queixa relativa a ataques racistas e neonazis no âmbito de uma sessão virtual sobre racismo organizada pela associação de estudantes do Liceu Camões, em Lisboa.

Confirma-se a instauração de inquérito na sequência de uma queixa recebida. Este inquérito é dirigido pelo Ministério Público do DIAP de Lisboa”, adiantou a Procuradoria-Geral da República à Lusa.

O jornal Público noticiou hoje que a direção do histórico liceu lisboeta apresentou queixa depois de a sessão ter sido atacada, de forma anónima, por mais do que uma pessoa com a introdução de imagens racistas, como imagens de suásticas ou de pessoas negras a ser violentadas, e de áudios, em inglês, nos quais eram audíveis frases como “preto volta para África” ou sons a imitar macacos, que se sobrepunham às intervenções ou aos rostos dos intervenientes.

A Polícia Judiciária está a investigar o caso e a direção da escola procura encontrar estratégias para que situações como esta não se repitam.

Nuno Coelho, professor de Design da Universidade de Coimbra, que participava na sessão, apresentou também apresentou queixa ao Ministério Público e à Comissão pela Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR).

Hoje participei numa conversa online dinamizada pela Fonte, núcleo de jovens africanas/os na diáspora em Portugal, em...

Publicado por Nuno Coelho em  Quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
/ MJC