Se só atendermos às notas médias dos exames nacionais do 12º ano, as escolas privadas estão à frente no ranking. Mas se tivermos em conta a recuperação dos alunos nos três anos do secundário, há escolas – grande parte públicas – que têm feito progressos assinaláveis. Progressos que já podem ser medidos através do indicador de sucesso, uma nova ferramenta criada pelo Ministério da Educação para um retrato mais fidedigno do ensino secundário em Portugal.

Madeira e Açores não entraram nesta análise TVI/Público/Católica Porto Business School aos dados da tutela. Já entre os restantes 18 distritos, em 13 (mais de dois terços) quem lidera são as escolas públicas: Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Já os estabelecimentos do ensino privado estão à frente em Aveiro, Coimbra, Porto, Santarém e Setúbal, mas as públicas aparecem logo (ou quase logo) a seguir nesta avaliação qualitativa.

Há casos interessantes de escolas que estão lá mais para baixo na tabela geral (que inclui 590 escolas), mas que ocupam os lugares cimeiros no ranking de sucesso.

É o caso da Escola Básica e Secundária Arga e Lima, Lanheses, distrito de Viana do Castelo: está em 243ª posição no geral e no 4º lugar do ranking de sucesso.

Já para não falar da Escola Básica e Secundária Vila Cova, em Barcelos, que está no 81º lugar geral e em 1º no ranking de sucesso.

Na prática, este indicador compara apenas os alunos com características semelhantes e analisa a sua evolução nas diferentes escolas, tendo por base as classificações obtidas nas provas do 9.º ano. Por exemplo, põe lado a lado os alunos que tiveram 10 nestas provas e avalia o seu percurso, sem retenções, ao longo do secundário.