O segundo suspeito detido pela Polícia Judiciária no âmbito da investigação à morte do rapper português Mota JR chega a Lisboa esta quinta-feira. 

O suspeito foi detido em Manchester, Inglaterra, e vai ser extraditado, no cumprimento de mandado de detenção europeu.

João Luizo estava escondido há várias semanas em Inglaterra. Pendia sobre ele uma mandado de captura internacional e, por isso, numa tentativa de fugir à polícia, o suspeito terá saltitado entre várias cidades inglesas.

A Judiciária acredita que João Luizo terá sido o mandante do roubo que acabou na morte do rapper Mota JR, em março.

David Mota desapareceu a 15 de março. E só dois meses depois, no dia 18 de maio, foi encontrado o corpo do rapper numa zona de mato, em Sesimbra, em elevado estado de decomposição.

A mãe do rapper, que alertou as autoridades para o desaprecimento e a Polícia Judiciária, acabou por intercetar chamadas para a vítima à 1:30 do dia 15 de março.

A Polícia Judiciária tem três homens na mira, suspeitos da morte do rapper, mas, até agora, só deteve dois. A Judiciária identificou um terceiro suspeito, mas não sabe onde este se encontra. Os três homens, amigos do rapper, estão indiciados pelos crimes de sequestro, roublo e homicidio qualificado.

Os inspetores acreditam que os suspeitos convidaram a vítima para um encontro junto à própria residência em São Marcos, no concelho de Sintra.

David Mota terá sofrido uma morte violenta, já que terá sido espancado por pelo menos dois homens. 

A Judiciária suspeita que a motivação dos homicidas terá sido o dinheiro porque Mota JR ostentava com bastante frequência maços de notas, ouro e carros de alta cilindrada nos vídeos que publicava na Internet. 

Henrique Machado