A Polícia Judiciária avançou esta manhã para cinco detenções pelo rapto com vista à extorsão de um empresário, filho de um alto funcionário da Guiné, no final de Janeiro, na zona de Lisboa - uma situação em que a vítima foi mantida em cativeiro durante três dias, numa casa no Vale da Amoreira, Moita, debaixo de enorme violência e ameaças de morte, enquanto durou o pedido de resgate à família, sabe a TVI, que acabou por pagar cerca de cinco mil euros aos raptores pela libertação do jovem empresário.

Trata-se do filho do diretor nacional dos Serviços de Imigração da Guiné. A operação é da Unidade Nacional de Contraterrorismo, que investigou o caso desde que foi participado o crime, e chegou agora, com provas, à identidade de cinco alegados raptores. Arriscam, para já, prisão preventiva enquanto decorre o resto do inquérito, até à acusação do Ministério Público, e depois pesadas penas de prisão em sede de julgamento. Rapto, extorsão, coação e posse ilegal de armas são alguns dos crimes em causa.