A Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro esclareceu hoje que as convocatórias do rastreio do cancro da mama estão afinal a ser feitas por telefone, mantendo o alerta de que tem havido algumas chamadas falsas.

Em comunicado, o gabinete de relações públicas e comunicação da ARS afirma que a convocatória para o rastreio “está a ser feita provisoriamente via telefone”, devido à pandemia da covid-19.

O processo de convocatória para o rastreio do cancro da mama, da responsabilidade da ARS do Centro e do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), é agora realizado provisoriamente e em articulação entre as duas entidades via telefone”, solução que vai manter-se “enquanto as circunstâncias da pandemia o aconselharem”, acrescenta.

As convocatórias foram “interrompidas durante o estado de emergência” e depois retomadas em junho, “utilizando o telefone e não a habitual carta, contrariamente ao referido no alerta emitido” por aquele instituto público do Ministério da Saúde, na quinta-feira, que denunciava igualmente a existência de “falsos telefonemas”.

Esse “alerta à população sobre falsos telefonemas” indicava terem sido “feitos por indivíduos do sexo feminino, que se apresentavam como responsáveis pelo rastreio do cancro da mama da ARS e que pediam informações sobre pormenores de roupa interior e fotos”.

Hoje, uma fonte do gabinete de comunicação da ARS do Centro esclareceu, no entanto, que estas chamadas falsas “têm coexistido com os telefonemas verdadeiros” do Núcleo Regional da LPCC.

Para os distinguir, a Administração Regional de Saúde informa que “o teor do telefonema” autorizado “apenas dá indicações sobre procedimentos ligados ao protocolo de segurança da covid-19”, além de transmitir à utente a data, a hora e o local da realização da mamografia.

Logo que a avaliação epidemiológica face à covid-19 o permita, serão retomadas as convocatórias por carta-convite, com contacto telefónico em paralelo”, adianta a nota hoje divulgada.

Na quinta-feira, no “alerta à população sobre falsos telefonemas”, a ARS tinha afirmado que “a convocatória para o rastreio não se processava telefonicamente” e que “qualquer contacto com os contornos descritos deveria ser denunciado junto das autoridades”.

Hoje, o mesmo gabinete corrigiu essa informação, admitindo que, “efetivamente, não corresponde à realidade”.

“Em caso de dúvida sobre a proveniência do telefonema”, as pessoas são aconselhadas a contactar o Núcleo do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, através do telefone 239487495 ou 239487496 (dias úteis, das 09:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00), ou o Gabinete do Cidadão da ARS do Centro, pelo telefone 239796800 (dias úteis das 09:00 às 13:00 e das 14:30 às 17:30).

. / BC - atualizada às 19:55