Uma conduta rebentou, esta quarta-feira à tarde, na rua António Sérgio, em Vila Franca de Xira, inundando as ruas da cidade com água, lama e vários detritos.

Nas imagens recolhidas no local, é possível ver que a água que sai da conduta do bairro da Quinta da Grinja no alto da cidade, desceu as ruas com uma forte corrente até ao centro da cidade. 

A água invadiu, sobretudo, a parte baixa da cidade. Neste momento, está a ser completamente limpa”, garantiu Alberto Mesquita, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

 

Vários veículos foram arrastados pela força da corrente e um prédio chegou mesmo a ser evacuado após a ocorrência, por motivos de segurança. Entretanto, o fluxo de água já foi interrompido e já se iniciaram os trabalhos de limpeza.

Ainda assim, há três ruas do centro da cidade mantêm-se cortadas. De acordo com fonte do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da Polícia de Segurança Pública, a Rua António Sérgio, a Estrada Monte Gordo e a Rua Soeiro Pereira Gomes estão totalmente cortadas ao trânsito.

Trata-se numa rutura no adutor de Telheiras que abastece Lisboa. Estão a acontecer obras de reparação neste adutor. Não se sabe se tem a ver com alguma situação dessas”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

As autoridades garantem que não está em causa o abastecimento de água de Vila Franca de Xira nem da zona metropolitana de Lisboa. Alberto Mesquita, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira acrescentou que quem teve prejuízos com a ocorrência vai ser ressarcido.

Também a Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) já informou que vai acionar o seguro de responsabilidade civil. Os danos causados vão agora ser avaliados por uma equipa de peritos e, posteriormente, todos os lesados serão compensados.

A força das águas deixou vários estragos ao longo das ruas, sobretudo, no centro de Vila Franca de Xira, que ficou completamente inundado com lama e vários tipos de detritos. O trânsito chegou mesmo a estar cortado durante algumas horas.

O alerta foi dado às 14:33 e a EPAL já procedeu ao corte de água. No entanto, ainda falta apurar o que esteve na origem deste rebentamento.

Nada fazia prever isto. É um acontecimento que nos apanhou a todos desprevenidos. Agora o que temos que fazer é, com profissionalismo, resolver o problema que estamos a viver”, evidenciou Alberto Mesquita.

 

No local, estiveram elementos dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira, do SMAS e da Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL).

Em 2007, também tinha ocorrido uma situação muito semelhante em Vila Franca de Xira, quando uma outra conduta de água rebentou. Na altura, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) foram responsabilizados e tiveram de compensar monetariamente as pessoas atingidas com os prejuízos avultados.

José Gabriel Quaresma