"Na Internet e nas redes sociais, a maldade grassa, o fel destila. Assusta-me perceber que há gente que se alimenta disso, que julga e agride os outros com facilidade e sem pudor". Esta é uma das passagens do livro "Pra Cima de Puta", escrito por Cristina Ferreira, diretora de Entretenimento e Ficção da TVI.

Em entrevista no Jornal das 8 deste sábado, a apresentadora veio falar sobre a publicação, que resultou em várias críticas nas redes sociais. Começando por dizer que todas as receitas do livro vão ser entregues para ajudar a combater o bullying, Cristina Ferreira fala em direito à "dignidade, à vida e à privacidade".

Para a apresentadora, as críticas que surgem nas redes sociais são diferentes porque "não são críticas, são ofensas".

São uma tentativa clara de destruir, destruir a minha mora, destruir quem eu sou, pessoalmente", diz.

Cristina Ferreira entende que é alvo de críticas porque "Portugal não suporta a evidência do sucesso", citando Valter Hugo Mãe, que escreveu o prefácio do livro.

As pessoas culpam-nos por nos correr bem, porque trabalhámos para isso, porque atingimos este patamar", afirma.

A apresentadora revelou que, desde que anunciou a sua saída da SIC para a TVI começou a receber vários comentários de crítica, dizendo-se surpreendida com o sucedido.

Todos temos direito a achar que as nossas escolhas não foram as mais corretas", refere, sobre o regresso à TVI.

Sobre "Pra Cima de Puta", Cristina Ferreira diz que o livro não é uma vingança, mas antes algo que sirva de reflexão para a sociedade.

Cristina Ferreira lembra que este tipo de situações pode ocorrer com qualquer pessoa, independentemente da profissão que exerça. Ainda assim, admite que o facto de ser uma figura pública faz diferença para quem critica.

Porque é que temos dentro de nós esta maldade?", questiona.

Revelando um lado mais pessoal, Cristina Ferreira mostrou-se emocionada, lembrando que a sua família assiste e lê as críticas de que é alvo.

Redação