O Instituto de Medicina Legal indicou esta sexta-feira que reforçou a "capacidade de frio" nos serviços médico-legais e hospitais para que, face ao aumento da mortalidade em contexto de pandemia, os cadáveres possam ser "conservados adequada e dignamente".

Numa nota à comunicação social, o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) refere que "procedeu ao reforço da capacidade de frio em 15 dos seus serviços médico-legais", acrescentando que tal medida "tem permitido garantir que os corpos que neles dão entrada direta sejam conservados adequada e dignamente".

O INMLCF adianta que "estendeu" o reforço da "capacidade" de frio aos hospitais, "permitindo a conservação, nos termos referidos", dos "corpos das pessoas que neles vêm falecendo de covid-19".

Sempre que tal se revelar necessário, o INMLCF voltará a robustecer esta capacidade", conclui a nota.

A nota do INMLCF surge depois de ser conhecido que a Direção-Geral da Saúde (DGS) pediu ao instituto soluções para aumentar capacidade de frigoríficos junto das unidades de saúde caso seja necessário e que solicitou aos hospitais que agilizem a transferência de informação para as funerárias.

Segundo a Associação Nacional das Empresas Lutuosas (ANEL), há "hospitais públicos em rutura generalizada, sem disponibilidade de equipamentos de frio para preservação dos cadáveres".

Alguns hospitais do país recorreram a contentores refrigerados para reforçar a capacidade das suas morgues.

A ANEL reclama que sejam criadas condições que assegurem a preservação dos corpos com dignidade até à realização dos funerais, face ao pico de óbitos que está a deixar o sistema em rutura.

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