O ministro da Administração Interna afirmou esta terça-feira que foram realizados 560 testes à Covid-19 a migrantes residentes em hostels de Lisboa, 178 dos quais tiveram resultados positivos, avançando que os testes vão continuar em outras unidades de acolhimento destes cidadãos.

Quanto ao alojamento de requerentes de proteção internacional, até ontem foram realizados 560 testes, 178 deram positivo, sobretudo os 138 no primeiro hostel, 40 nos restantes locais de alojamento e 389 deram negativo”, disse Eduardo Cabrita na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Eduardo Cabrita garantiu que os migrantes que acusaram positivo foram separados dos que acusaram negativo.

O ministro sublinhou que nos próximos dias vão realizar-se testes nas pequenas instalações e apartamentos em que existem ainda requerentes de asilo não testados e nos dois centros de acolhimento do Centro Português para os Refugiados (CPR), no concelho de Loures.

Sobre os migrantes colocados na Base Aérea da Ota, em Alenquer, Eduardo Cabrita afirmou que a partir desta terça-feira vão começar a ser feitos novos testes à Covid-19, frisando que “ninguém sairá da Ota sem a realização de testes para verificarem se está ultrapassada a situação de doença”.

O governante frisou também que estes migrantes “não vão voltar a ser alojados em condições similares às que estavam anteriormente”.

Em resposta ao deputado do CDS/PP Telmo Correia, o ministro ressalvou que em Portugal “não existem campos de refugiados” e explicou que os migrantes que estão nestes hostels “não são refugiados, são requerentes de asilo que estão à espera de uma decisão judicial”, que pode muitas vezes demorar um ano.

Segundo Eduardo Cabrita, Portugal passou de 500 pedidos de asilo em 2015 para 1.849 em 2019, sendo estes casos os “chamados pedidos de asilo espontâneos, que não são programados e decorrem de um pedido que é feito à chegada ao aeroporto”.

/ SS