Portugal tem neste momento 381 surtos ativos de covid-19 e a maioria regista-se nas regiões Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, indicou esta sexta-feira a ministra da Saúde.

Muitos dos casos confirmados até ao momento e ainda ativos estão associados a surtos. Havia 381 surtos no país de acordo com a Direção-Geral da Saúde”, afirmou Marta Temido na conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus.

Segundo a ministra, existem 138 surtos na região Norte, 49 no Centro, 154 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 19 no Alentejo e 21 no Algarve.

Portugal registou hoje mais 12 mortos relacionados com a covid-19 e 1.394 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Indicadores inspiram preocupação

A ministra da Saúde disse ainda que os indicadores de covid-19 no país inspiram “naturais preocupações” em relação à pressão no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e destacou o recorde obtido na quarta-feira no número de testes diários realizados.

Na conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus, Marta Temido avançou que a taxa de incidência registada, nos últimos sete dias, foi de 64,4 novos casos por 100 mil habitantes e de 115,4, nos últimos 14 dias.

Segundo a ministra, Portugal apresenta um RT (risco de transmissão) superior a 1 há vários dias.

Estes indicadores inspiram naturais preocupações sob o ponto de vista da pressão no sistema de saúde e no SNS”, admitiu, destacando o “investimento no reforço da reposta do SNS” que tem vindo a ser feito.

Sobre o nível da capacidade laboratorial de testagem, Marta Temido sublinhou que se passou de uma média de 2.500 testes de diagnóstico à covid-19 por dia, em março, para 19.600 testes por dia neste mês de outubro.

No dia 07 de outubro foi batido um novo recorde no número de testes diários, tendo sido realizados pelos vários laboratórios 28.392. Quase 8% foram positivos, mas este é um sinal de alerta”, frisou.

A ministra deu também conta do investimento que tem sido feito na capacidade da medicina intensiva.

Passámos de 1.142 ventiladores, no início de março, para mais 713 ventiladores distribuídos pelos hospitais do SNS, dos 966 já entregues no país”, precisou.

/ LF