Marcelo Rebelo de Sousa revelou à TVI, na entrevista de segunda-feira, no Jornal das 8, como iria passar o Natal em tempos de pandemia. Ora, a Consoada do Presidente da República vai dividir-se em quatro refeições, durante os dias 23, 24 e 26 de dezembro. Marcelo pretende almoçar ou jantar com os diferentes agregados familiares em dias diferentes e com um limite de cinco pessoas por mesa. 

Vasco Peixoto, médico interno de saúde pública, considera que o comportamento individual "é fundamental no Natal e fora do Natal" e que apesar do Governo não ter estabelecido regras oficiais sobre a forma de celebrar esta época festiva, relembra que as autoridades de saúde recomendaram que se reduzisse ao máximo o número de agregados familiares "que se cruzam e que se encontram"

É bom termos noção de que este já é um nível de risco, apesar de haver uma tentativa de separação das pessoas, acaba por haver contacto próximo à mesa com um número elevado de pessoas", disse em relação à forma como o Presidente da República pretende passar a Consoada. 

 

As pessoas podiam e deviam fazer um Natal diferente, portanto, com menos gente e com as suas pessoas mais próximas. Depois dentro dessas pessoas que se assume estar, é fundamental, para além de minimizar o número de agregados, minimizar o número de pessoas e priorizar o núcleo familiar. Depois reduzir os riscos dentro desses contactos", reforçou. 

O especialista reforça que é importante estar de máscara durante a maior parte do tempo, exceto quando se está a comer, e manter a distância física aconselhada. 

As refeições, como sabemos, não um momento de alto risco. E, portanto, garantir a distância e a separação de agregados familiares ou então optar por fazer a refeição num espaço mais alargado", acrescentou.

Disse ainda que existem várias formas criativas para se celebrar o Natal e que as famílias não precisam, necessariamente, de se sentar à mesa.

Cláudia Évora