João Paulo Gomes, do Instituto Ricardo Jorge, afirma que foram identificados 125 mil casos da variante do Reino Unido, com 19% de prevalência no país, entre dezembro e fevereiro.

Em Portugal, fizeram-se mais de 200 mil testes, sendo que cerca de 40 mil positivos e mais de 8 mil pertenciam à variante britânica, disse, explicando que Portugal conseguiu evitar um crescimento exponencial da variante britânica da covid-19, desviando-se da previsão de que, na próxima semana, 65% da incidência do vírus seria causada pela estirpe.

Desviámo-nos completamente da curva projetada. Passámos a entrar num plateau e isso são otimas noticias", sublinhou.

De acordo com um estudo que se debruçou na segunda semana de janeiro, 16% dos casos de Covid-19 estavam associados à variante do Reino Unido, dois casos com a variante de África do Sul e 6,8% dos casos partilham uma mutação com as mesmas características da variante da Califórnia.

Em Lisboa e Vale do Tejo, no entanto, argumenta existirem "boas notícias": embora a taxa de crescimento desta estirpe tenha uma “prevalência superior à maior parte das regiões do país”, a evoluçãotem sido “muito favorável”. Há três semanas, este valor chegou aos 50-60% há três semanas e, agora, fica nos19% em todo o país.