Os 11 sindicatos que organizaram na quarta-feira uma manifestação de polícias ameaçam com novas ações de protesto caso o Ministério da Administração Interna não inicie, até ao final do mês, negociações sobre o caderno reivindicativo entregue esta quinta-feira.

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), estrutura que faz parte da plataforma dos 11 sindicatos da Polícia de Segurança Pública, disse à agência Lusa que uma delegação destes sindicatos foi, na tarde desta quinta-feira, recebida por elementos do gabinete do ministro da Administração Interna, a quem entregaram um caderno reivindicativo.

No documento, os representantes dos polícias exigem a recuperação dos 12 anos em que as carreiras estiveram congeladas, entre 2005 e 2017, um regime de aposentação e pré-aposentação adequado à profissão policial e o subsídio de risco, os motivos que estiveram na origem da manifestação realizada na quarta-feira em Lisboa.

Armando Ferreira adiantou que o Ministério da Administração Interna (MAI) “transmitiu abertura para iniciar um processo negocial” sobre o caderno reivindicativo, ficando o gabinete do ministro Eduardo Cabrita de apreciar o documento e “eventualmente dar uma resposta até ao final do mês de março”.

O presidente do Sinapol sublinhou que os representantes dos sindicatos “deixaram claro que a luta vai continuar”, tendo já programados uma série de protestos caso não exista uma resposta até ao final do mês.

Armando Ferreira escusou-se em avançar quais os protestos programados.

O sindicalista disse ainda que as negociações com o MAI sobre o caderno reivindicativo vão ser feitas em conjunto com os 11 sindicatos, reunidos agora numa plataforma para discutir estas questões.