A Fenprof avisou hoje que vai avançar com uma manifestação nacional ou greve já em junho, se o Ministério da Educação continuar sem apresentar respostas a reivindicações dos professores.

"Apela-se ao Ministério da Educação e ao Governo a antecipação da reunião prevista para 6 de junho. Antecipação essa que deverá levar a que a reunião se realize até 31 de maio, ou seja até à véspera das decisões da Fenprof relativamente à posição e à luta a desenvolver", disse o secretário-geral da federação, Mário Nogueira.

Caso não haja respostas ou sendo insatisfatórias, o que está em cima da mesa será a realização de uma grande manifestação de professores ou, em alternativa ou até cumulativamente, de greve ou greves durante o mês de junho".

Mário Nogueira queixa-se de um "vazio profundo" de respostas por parte da tutela. Os professores exigem medidas que correspondam a políticas de valorização dos professores em domínios como o das condições de trabalho, da renovação geracional ou da efetivação de direitos.

O Movimento – Professores Precários, por exemplo, entende que é “injusto, inaceitável e inacreditável” que os docentes contratados para estabelecimentos públicos de educação sejam “impedidos” de aceder ao programa de regularização de trabalhadores do Estado, por estarem abrangidos por um concurso de vinculação extraordinária.

A propósito, a Função Pública está a cumprir hoje um dia de greve nacional, a primeira do ano e a segunda do Governo de António Costa, com uma adesão de 90% nas escolas e nos hospitais, e de 75% em termos gerais.