Um total de 41.324 pessoas pediram a nacionalidade portuguesa em 2018, o maior número dos últimos oito anos, indica o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

A emissão de parecer relativo à certificação do tempo de residência em território nacional, continua a registar a tendência no aumento do número de pedidos. O total de pedidos (41.324) corresponde ao valor mais elevado dos últimos oito anos”, indica o RASI.

O RASI avança ainda que em 2018 as autoridades portuguesas emitiram 33.839 pareceres sobre pedidos de nacionalidade, 32.414 dos quais positivos e 1.425 negativos.

Segundo o documento, a maioria dos pareceres foram referentes a cidadãos de países como o Brasil (11.586), Israel (4.289), Cabo Verde (4.259), Angola (1.953), Ucrânia (1.849), Guiné-Bissau (1.550), Turquia, (1.141), Índia (648), Venezuela (562), Nepal (338), Bangladesh (272), Marrocos (261) e Paquistão (247).

Os pedidos efetuados no âmbito da aquisição de nacionalidade portuguesa por naturalização representaram 70% do total, seguidos pelos pedidos de aquisição de nacionalidade por estrangeiros casados ou em união de facto há mais de três anos com nacional português, que corresponderam a 16% dos pedidos feitos, sendo os restantes referentes a pedidos de nacionalidade pela existência de antepassados com nacionalidade portuguesa.

O RASI refere que os pedidos para aquisição de nacionalidade por casamento ou união de facto, foram maioritariamente feitos por cidadãos do Brasil (3.418), Angola (524), Cabo Verde (432), Venezuela (394), Ucrânia (267), Índia (203) Índia (203) e Guiné-Bissau (177).

O documento indica ainda que foram emitidos 7.336 pareceres (7.248 positivos e 88 negativos) a cidadãos não residentes em Portugal que efetuaram pedidos de nacionalidade junto das embaixadas e consulados de Portugal.