O advogado de alguns dos proprietários de casas do Zmar revelou à TVI24 que tem provas documentais de que o Governo pretendia colocar imigrantes nas casas particulares.

Há muitas pessoas ligadas ao Governo e outras que não estão ligadas ao Governo que dizem que as casas dos meus clientes nunca estiveram em causa. Tenho prova documental de há quatro dias atrás onde está escrito que as casas dos meus clientes estão incluídas na requisição. E, portanto, são comunicações do Governo perante o administrador de insolvência a questionar quais são as casas privadas disponíveis dentro daquilo que são os contratos de gestão com o empreendimento", disse Nuno Silva Vieira.

O advogado explicou ainda que o que se pretende, não é entrar num "jogo de tirar e colocar pessoas", mas sim a retirada das casas particulares da requisição civil.

Esta providência cautelar é no sentido de dizer que nós temos razão e de que o complexo turístico do Zmar não pode ser totalmente requisitado, particularmente no que diz respeito às casas dos meus clientes e, portanto, nós queremos uma razão, não queremos expulsar ninguém, nós não queremos que a vida destes imigrantes se torne uma tortura", explicou o advogado.

A defesa de alguns dos proprietários garantiu ainda que vai proteger os imigrantes.

Eu não vou andar com posturas de tirar e colocar pessoas, nós temos de proteger a dignidade das pessoas, o Governo é que tem de pensar no que fez e no que vai fazer nos dias a seguir (...) Essas pessoas vão ser protegidas por nós. Nós não vamos fazer nada contra essas pessoas. Estas pessoas não têm culpa de despachos com vícios elaborados pelo Governo", concluiu. 

O Supremo Tribunal Administrativo deu esta sexta-feira razão à defesa dos proprietários do Zmar, no âmbito da providência cautelar interposta, e suspendeu a requisição civil decretada pelo Governo para o complexo turístico, soube a TVI em primeira mão. 

Lara Ferin