O ministro do Ambiente e da Transição Energética afirmou este domingo que "finalmente" começa na segunda-feira a remoção de cerca de 130 mil toneladas de resíduos em S. Pedro da Cova, uma empreitada que tem como prazo de execução dez meses.

Disse bem, finalmente. Começámos este processo há cerca de três anos e, de recurso em tribunal em recurso, tornou-se todo o processo muito complexo, mas vai começar amanhã. Faltam retirar 130 mil toneladas, à razão de 800 toneladas por dia, e devolver aquele espaço às populações", afirmou João Matos Fernandes, no Gerês, para assinalar os 50 anos da criação do Parque Nacional Peneda-Gerês.

Segundo o governante, "é inaceitável que um dia tenham sido ali depositadas 230 mil toneladas de resíduos com o risco muito grande para os lençóis freáticos, que felizmente nunca aconteceu, mas que [têm de ser retirados] dali", disse.

João Matos Fernandes lembrou que esta é uma operação com um custo de 12 milhões de euros, "um investimento só possível pela existência do Fundo Ambiental".

Os resíduos vão ser retirados em duas fases: "Uma das questões mais importantes em face da dimensão da operação tem a ver com a minimização da pegada ambiental, a redução das emissões", declarou.

Assim, explicou, "não existindo comboio em S. Pedro da Cova, [os resíduos] saem por camião e depois haverá um comboio por dia que leva aproximadamente 25 contentores até ao seu destino final".

Os resíduos "vão ser depositados nos dois aterros preparados para resíduos perigosos", apontou o ministro.

Questionado sobre o destino dos terrenos, Matos Fernandes apontou que é da responsabilidade da autarquia de Gondomar.

"Neste longo processo foi necessária uma enorme solidariedade e investimento da Câmara Municipal de Gondomar que expropriou aqueles terrenos. O que imagino que a câmara venha a fazer é integrar esse mesmo espaço nas Serras do Porto, depois de recuperado o espaço", disse.

/ BC