Ruído excessivo e riscos para várias espécies de aves, são as principais conclusões do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) sobre a construção do novo aeroporto no montijo, ontem publicado e entregue à Agência Portuguesa do Ambiente.

O jornal Sol teve acesso ao documento que já está nas mãos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). E avança que, apesar do relatório não ser do agrado do executivo e da empresa proprietária da "ANA Aeroportos", vão ser procuradas soluções para os problemas identificados.

Alverca e Monte Real são alternativas que não estão a ser levadas em consideração.

Por isso, mantém-se a intenção de fazer construir o Aeroporto no Montijo e resolver a saturação do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por onde, só nos primeiros três meses do ano, passaram 6 milhões de passageiros.

Em causa está a Avaliação de Impacte Ambiental do projeto Aeroporto Complementar do Montijo e Respetivas Acessibilidades, que foi encerrado pela APA em 25 de julho, a pedido da ANA, que justificou esta solicitação com a necessidade de aprofundamento do estudo.

A ANA e o Estado assinaram a 8 de janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 e inclui a extensão da atual estrutura Humberto Delgado e a transformação da base aérea do Montijo.

A 4 de janeiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que serão cumpridas integralmente as eventuais medidas de mitigação que venham a ser definidas pelo estudo de impacto ambiental para o aeroporto complementar do Montijo.

O primeiro-ministro, António Costa, também já disse que apenas se aguarda o EIA para ser "irreversível" a solução aeroportuária Portela + Montijo, considerando haver consenso nacional sobre o projeto.

A 11 de janeiro, António Costa admitiu que "não há plano B" para a construção de um novo aeroporto complementar de Lisboa caso o estudo de impacto ambiental chumbe a localização no Montijo e voltou a garantir que "não haverá aeroporto no Montijo" se o estudo de impacte ambiental não o permitir.

A 8 de março, a associação ambientalista Zero anunciou que tinha interposto uma ação judicial contra a APA, para que seja efetuada uma Avaliação Ambiental Estratégica ao novo aeroporto do Montijo.

Em comunicado divulgado na altura, a Zero referiu que desde o início do processo para a escolha de um local para a construção do novo aeroporto tem alertado para a necessidade de uma Avaliação Ambiental Estratégica, em vez de uma Avaliação de Impacto Ambiental.