Rodrigo Battaglia foi a última testemunha a ser ouvida na audiência desta terça-feira ao caso do ataque à Academia de Alcochete. O jogador argentino descreveu momentos de terror que se passaram no dia 15 de maio de 2018.

Vieram quatro indivíduos a dizer que me matavam, deram-me socos na cara, no peito e nos braços. Houve colegas que tentaram ajudar, mas também foram agredidos", referiu.

Segundo o testemunho do atleta, que falou através de videoconferência, ele era um dos alvos prioritários: "Entraram em grupos de quatro e começaram a chamar o meu nome, o do William, o do Rui Patrício e o do Acuña".

Em nenhum momento tentaram falar connosco. Disseram que não merecíamos usar a camisola e a seguir foi pancadaria", acrescentou.

Durante o testemunho de Rodrigo Battaglia, o advogado de Bruno de Carvalho foi advertido pelo coletivo de juízes por ter perguntado o nome à testemunha.

Rodrigo Battaglia falou no 14º dia de audiências, que decorreu em Monsanto. Antes do argentino falaram Marcos Acuña e Vasco Santos.