Os dois suspeitos do homicídio do triatleta Luís Grilo estão, desde a hora do almoço desta sexta-feira, no tribunal judicial de Vila Franca de Xira, para serem presentes a primeiro interrogatório judicial.

Rosa Grilo e o alegado cúmplice, António Félix, vão conhecer as medidas de coação e os direitos que lhes assistem, sendo que tudo aponta para a aplicação de prisão preventiva, a medida mais gravosa.

Recorde-se que, na quinta-feira, em conferência de imprensa, no dia seguinte à detenção dos dois suspeitos, a Polícia Judiciária disse ter recolhido "inúmeros elementos de elevado valor probatório que apontam para o envolvimento dos dois", que, por isso mesmo, são ambos suspeitos de coautoria no homicídio do triatleta.

Rosa Grilo, de 43 anos, e António Félix, de 42, tinham uma "relação próxima, de pessoas que se conheciam há muito tempo", segundo a PJ, e na origem do crime estarão “motivações financeiras e sentimentais”.

À porta do tribunal aguardavam dezenas de populares, atraídos pelo mediatismo do caso e pelo aparato de meios no local.

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Na quarta-feira à noite, a PJ deteve a mulher do triatleta e um homem, indiciados pela prática dos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida.

Luís Grilo, de 50 anos, residente na localidade de Cachoeiras, no concelho de Vila Franca de Xira, desapareceu a 16 de julho sem deixar rasto depois de alegadamente sair de casa para um treino de bicicleta.

O corpo de Luís Grilo foi encontrado com aparentes sinais de violência mais de um mês depois do desaparecimento e em adiantado estado de decomposição, no concelho de Avis, distrito de Portalegre, a mais de 130 quilómetros da sua casa.

O cadáver foi encontrado perto de Alcôrrego, num caminho de terra batida, junto à Estrada Municipal 1070, por um popular que fazia uma caminhada na zona e que alertou o posto de Avis da GNR para esta ocorrência.