Rui Horta e Costa, que renunciou hoje ao cargo de administrador não-executivo dos CTT, é arguido na Operação Marquês, por suspeitas de corrupção ativa, fraude fiscal, branqueamento e abuso de confiança, confirmou o Ministério Público.

Segundo adiantou à Lusa a Procuradoria Geral da República, Rui Horta e Costa está sujeito à medida de coação de Termo de Identidade e Residência, por suspeitas da "prática de factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção ativa, fraude fiscal, branqueamento e abuso de confiança", na Operação Marquês, que também tem como arguidos José Sócrates, Ricardo Salgado, Armando Vara e o empresário Carlos Santos Silva, entre outros.

Rui Miguel Horta e Costa renunciou ao cargo de administrador não executivo, mostrando-se indisponível para o exercício de idênticas funções no mandato 2017-2019, indica um comunicado dos CTT enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Nesse comunicado, a empresa explica que a renúncia ao cargo foi feita “por motivos pessoais supervenientes à divulgação ontem [terça-feira] efetuada das Recomendações da Comissão de Governo Societário, Avaliação e Nomeações do Conselho de Administração dos CTT”.

 
Redação / PP