Um militar da GNR prestou auxílio a um bebé de dois meses e meio que apresentava dificuldades respiratórias e sinais de asfixia, na autoestrada N.º1 (A1), na zona de Torres Vedras. Os pais emitiram um comunicado a agradecer o feito da patrulha, salientando que, se não fosse a ajuda do militar, o filho "não teria hipóteses de sobrevivência".

A situação ocorreu no passado dia 24 de outubro, um domingo, pelas 19:00 horas, e foi descrita pelo pai da criança, numa publicação partilhada pela GNR, esta terça-feira, na rede social Facebook.

De acordo com o testemunho, os pais viajavam de automóvel na A1, de Coimbra em direção a Sintra, quando a criança “começou a apresentar algumas dificuldades respiratórias e sinais de sufocamento por vómito”.

A mãe do bebé começou “de imediato” a realizar “manobras de Heimlich”, mas “sem sucesso”, pelo que os pais decidiram “circular com aumento de velocidade” em direção a uma unidade hospitalar.

“No caminho, encontrámos uma patrulha de trânsito da GNR, comandada pelo Sargento-ajudante Nelson Ribeiro e, assim que a avistámos, pedimos de imediato ajuda e apoio”, conta o testemunho.

O patrulha pediu que os pais encostassem o automóvel na berma da autoestrada e, assim que o militar soube que se tratava de um sufocamento de um recém-nascido, “começou de imediato as manobras de Heimlich”.

O bebé começou “a chorar e a melhorar a coloração”, lembra o pai, na publicação. “De imediato, o militar da GNR pediu para ficarmos calmos, por forma a tranquilizar-nos, informando que nos levaria em marcha de urgência ao hospital mais perto, o Hospital Distrital de Santarém.”

Os pais seguiram então o veículo da GNR, em marcha de urgência, “com as luzes de emergência ligadas”, e, assim que chegaram à unidade hospitalar, já estavam prontas “equipas de profissionais de saúde" que "logo prestaram os primeiros cuidados médicos”.

“Quero aqui deixar o agradecimento da minha parte e da minha esposa, porque sem a ajuda do Sargento-ajudante Nelson Ribeiro do Comando Territorial de Santarém, o nosso filho já não estaria cá. Foi o nosso anjo. Sem a sua experiência e calma, o nosso filho não teria hipóteses de sobrevivência. Ficarei eternamente agradecido por ter salvo a vida do meu filho e por nos ter ajudado a dirigir a uma unidade de saúde com celeridade e com segurança”, pode ler-se ainda no comunicado do pai do bebé.

Beatriz Céu