O funcionamento do heliporto do Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, está suspenso por tempo indeterminado devido a uma derrocada de terras no respetivo muro, revelaram esta sexta-feira as autoridades locais de saúde e proteção civil.

Em causa está a estrutura de suporte a uma plataforma que, destinando-se às manobras de helicópteros em transporte de doentes, confina também com uma das paredes exteriores dessa unidade hospitalar do distrito de Aveiro e apresenta desde quinta-feira à noite uma fenda de cerca de seis metros de altura.

Fonte oficial do Hospital São Sebastião confirma a exposição de terras devido ao deslocamento de placas de cimento que compunham o muro e informa que "o uso do heliporto está suspenso temporariamente, até se completar a vistoria ao local e se corrigir o problema".

Os serviços técnicos da Câmara Municipal da Feira já analisaram a estrutura e, segundo Emídio Sousa, presidente da autarquia, a fenda no muro terá resultado de uma "deslocação de terras motivada pela chuva", que vem caindo com persistência na região há vários dias.

Rejeitando que esses estragos estejam relacionados com as obras a decorrer em terrenos contíguos para construção de um supermercado e arranjo viário da envolvente, o autarca acredita que a situação "será fácil de resolver", primeiro através da reposição de terras desviadas e, depois, da reconstrução e consolidação do muro.

Não sabemos quanto tempo isso poderá demorar, mas, para já, parece-nos que é só uma questão de contratar a construtora e que a operação será rápida", admite Emídio Sousa.

Fonte da administração do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga - que gere o hospital da Feira e também os de São João da Madeira e Oliveira de Azeméis - nota que a interrupção no uso do heliporto não deverá afetar o serviço prestado pela unidade, uma vez que sempre foi curto o histórico de utilizações dessa plataforma.

Desde 2015, houve anos em que o heliporto não foi utilizado uma única vez e, mesmo quando a plataforma teve uso, ela nunca ultrapassou as três utilizações por ano", realça.

/ AG