A GNR de Santarém registou desde o início do ano 20 queixas por burlas a idosos entre os 67 e 98 anos, sobretudo do sexo feminino, contabilizando a média de 1.457 euros por cada crime, refere a agência Lusa.

«Este tipo de vida tem-se revelado bastante rentável para os burlões, sendo que, por vezes, conseguem quantias de 7 mil euros de uma só vez e a média das burlas é de 1.457 euros, o que permite que os mesmos façam disto modo de vida», explicaram esta quinta feira as autoridades em comunicado.

A GNR garante estar «atenta» ao «flagelo», que «atingiu essencialmente pessoas idosas, sendo a média de idades de 79 anos e na sua maioria do sexo feminino», nem sempre denunciado por «vergonha».

Incentivo à utilização de instituições bancárias

«Os burlões actuam quase sempre em grupos de dois indivíduos, recorrem a uma indumentária formal, usando quase sempre temas que deixam as vítimas fragilizadas, dizendo pertencerem à segurança social ou outras instituições que processam as suas reformas», detalha a GNR.

No comunicado, as autoridades apelam à visita «com regularidade» de «familiares em situações de isolamento, com idade avançada» e que «os incentivem a acreditar nas instituições bancárias, deixando de ter quantias avultadas de dinheiro em casa».

A GNR de Santarém realça ainda os «novos métodos de burla», como o «recurso a anúncios publicados em jornais com promessas de crédito fácil», incitando a um contacto telefónico e exigindo «alguma documentação e uma certa quantia em dinheiro para dar andamento ao empréstimo».

«Após a vítima enviar o dinheiro, o contacto telefónico deixa de estar disponível, não se concretizando assim o empréstimo, acabando burlada na quantia enviada», descreve a GNR.
Redação / AIS