O Governo português não confirma o desaparecimento de duas portuguesas no naufrágio de um navio em São Tomé. Esta informação foi adiantada à TVI pela Secretaria de Estado das Comunidades.

A mesma fonte disse ainda que ninguém participou o desaparecimento de portugueses às autoridades.

Fontes do governo de São Tomé e Príncipe disseram à Lusa na quinta-feira que sete pessoas morreram e dez estavam desaparecidas, após o naufrágio de um navio. As mesmas fontes adiantaram que entre os desaparecidos estavam duas portuguesas. 

As buscas para encontrar as pessoas desaparecidas foram retomada esta sexta-feira, disse à Lusa fonte do governo regional.

As buscas reiniciaram-se logo muito cedo, nas primeiras horas de hoje, mas, no entanto, o navio da marinha portuguesa NRP Zaire permaneceu no local desde ontem", disse Teobaldo Cabral, assessor de comunicação do gabinete do presidente do governo regional do Príncipe.

Esta sexta-feira, o secretário de Estado das Comunidades explicou que ainda não foi possível confirmar a existência de cidadãos portugueses a bordo do navio, apesar de estar a acompanhar a situação.

Em declarações à Lusa, José Luís Carneiro disse que na lista de passageiros “há dois nomes que, aparentemente, levam a concluir que se tratará de cidadãos portugueses”.

Todavia, não é possível confirmá-lo porque não temos registo desses nomes nos nossos serviços consulares. Contudo, é sempre de admitir que pudessem estar em viagens de turismo. Mas ainda não foi possível determinar a nacionalidade desses dois passageiros que têm nomes portugueses”, frisou.

De acordo com o secretário de Estado das Comunidades, em circunstâncias como estas há três formas de atuar para se chegar a uma identificação: confirmação através do registo consular, através de informações das autoridades locais e pelos contactos de familiares.

Ora, neste caso, estas três fontes de informação não se verificam, ou seja, por um lado não temos registo destes cidadãos na secção consular da embaixada e as autoridades ainda não conseguiram confirmar a identidade dos desaparecidos e, por outro lado, também não temos contactos familiares a solicitarem informações sobre estes dois nomes”, destacou.

Por isso, José Luís Carneiro salientou a importância de todas as pessoas que vão viajar estarem inscritas nos postos consulares e na aplicação registo do viajante.

Um navio-patrulha da marinha portuguesa resgatou mais um corpo, sem vida, esta sexta-feira, como confirmou à TVI o porta-voz das Forças Armadas, o comandante Pedro Coelho Dias.

Sabe-se que entre os mortos há quatro crianças. As autoridades conseguiram resgatar 56 pessoas com vida.

O navio “Anfitriti” fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, uma viagem que dura entre seis e oito horas, e naufragou às primeiras horas da manhã de quinta-feira, já próximo da ilha do Príncipe.

O primeiro socorro às vítimas foi feito por barcos particulares, nomeadamente de pescadores.

As causas do naufrágio são ainda desconhecidas.