O Ministério da Saúde estimou em 82,73 por cento a adesão dos enfermeiros à greve, num ponto da situação elaborado cerca das 12:20, ainda sem contabilizar o turno da tarde, segundo informação divulgada pelos seus serviços na Internet.

Os enfermeiros, que cumprem o segundo de três dias de greve, estão dispostos a fazer novas paralisações se não tiverem respostas satisfatórias, mas o sindicato aguarda primeiro uma nova ronda negocial com o Governo.

«O Ministério da Saúde já deu sinais de que irá agendar a seguir à greve reuniões de negociação. Esperamos e desejamos que as negociações decorram e cheguem a bom porto, que se faça um bom acordo», afirmou o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), José Carlos Martins.

O SEP espera que os Ministérios da Saúde e das Finanças respondam aos anseios dos enfermeiros, que protestam, como dizem, contra a proposta de ingresso na carreira a receber 995 euros, um valor abaixo dos actuais 1020 euros e dos 1200 da administração pública, e a aplicação de quotas que limitam o acesso de apenas 10 por cento destes profissionais ao topo da carreira.

Já esta quinta-feira o Ministério da Saúde esclareceu que a proposta de ingresso na carreira que está em discussão com os enfermeiros é no sentido de manter o valor actual dos 1020 euros.

A greve de três dias, que teve início quarta-feira, está a paralisar dezenas de hospitais e algumas maternidades, segundo José Carlos Martins.

«Todos os hospitais tiveram uma adesão de entre 85 e 100 por cento, sendo que metade desse número teve uma adesão total», assegurou manhã, referindo-se ao turno que abrange o período entre as 00:00 e as 08:00.
Redação / SM