Doze ambulâncias de socorro, a quase totalidade das existentes no concelho de Cascais, estavam retidas ao final da tarde desta terça-feira junto ao hospital local à espera da devolução das macas, disse um responsável dos Bombeiros locais à agência Lusa.

Rui Rama da Silva, presidente da direcção do secretariado dos Bombeiros do concelho de Cascais, disse que a situação se deve à saturação da unidade hospitalar, que já não tem macas próprias para colocar os doentes, nem sequer espaço disponível.

«Só se for no ar», pois o hospital está «completamente saturado», acrescentou, salvaguardando o empenho de enfermeiros e médicos para libertar as macas, o que não conseguem pela falta de meios próprios e de espaço.

Esta situação levou a que durante a tarde tivessem sido solicitadas ambulâncias aos Bombeiros dos concelhos vizinhos de Oeiras e Sintra a prestar socorro a casos de emergência em Cascais.

Um dos socorros levou uma hora a obter resposta, disse Rama da Silva.

O responsável, que integra também os corpos dirigentes da Liga dos Bombeiros Portugueses, disse que as ambulâncias existentes no concelho de Cascais são suficientes para o socorro à população, mas acrescentou que com «picos» de chamadas, como sucedeu esta terça-feira, o hospital não consegue dar resposta e isso condiciona o trabalho dos Bombeiros.

«A situação não pode descambar mais», alertou Rama da Silva.
Redação / JCS