A ministra da Saúde revelou este domingo que foram registados, entre 1 e 7 de maio, 52 surtos de infeção por Covid-19 em lares no Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Centro e 13 em empresas privadas.

De 1 a 7 de maio registaram-se, neste universo, surtos em 52 estruturas residenciais para idosos, com uma distribuição entre Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Centro”, indicou Marta Temido, que falava aos jornalistas em Lisboa.

De acordo com os dados avançados pela governante, que foram analisados pela divisão de Epidemiologia e Estatística da Direção-Geral da Saúde (DGS), no período em causa, foram ainda registados surtos em 13 empresas privadas.

Esta análise incidiu sobre 92% do total de novos casos confirmados nos primeiros sete dias de maio, ou seja, 1.909.

Governo vai analisar taxas cobradas às autarquias sobre hospitais de campanha 

A ministra disse ainda que o Governo vai analisar taxas associadas ao registo dos hospitais de campanha para combate à doença, cobradas pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

É uma matéria que o Governo irá, certamente, analisar, exercendo as competências que lhe competem”, declarou.

Depois de terem surgido notícias de que estas taxas estavam a ser cobradas a várias autarquias, podendo chegar aos 50 mil euros, Marta Temido notou há que “ser objetivo relativamente ao que são as circunstâncias que geram obrigatoriedade de pagamento à ERS e, concretamente, de registo”.

Assistimos à instalação de algumas estruturas de apoio junto de determinadas câmaras municipais, que se destinavam a serem unidades apoio para pessoas que não pudessem permanecer no seu domicílio e, não sendo estruturas destinadas à prestação de cuidados de saúde - e não tendo, aliás, nem um corpo médico próprio nem uma direção -, provavelmente não configuram estabelecimentos e poderão não estar em causa para pagamento no registo junto da ERS”, argumentou a responsável.

Marta Temido referiu, por isso, que este é “um tema que tem de ser acompanhado nos próximos dias” pelo executivo, mas destacou também que a “ERS é uma entidade administrativa independente, tem independência orgânica, funcional e técnica e estará a exercer as atribuições que entende serem da sua competência”.

Portugal contabiliza 1.135 mortos associados à Covid-19 em 27.581 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais nove mortos (+0,8%) e mais 175 casos de infeção (+0,6%).

Das pessoas infetadas, 797 estão hospitalizadas, das quais 112 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 2.499 para 2.549.

Portugal entrou dia 3 de maio em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à Covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

. / SS - atualizada às 14:15