Os diagnósticos de depressão tendem a aumentar com a crise e são muitas vezes os médicos de família que detectam a patologia devido à proximidade com os doentes, diz o presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral.

O tema da depressão nos Cuidados de Saúde Primários é um dos que vai debatido no 26º Encontro Nacional de Clínica Geral, que reunirá cerca de dois mil médicos entre quarta-feira e sábado, em Vilamoura, noticia a Lusa.

O encontro, cuja sessão de abertura conta com a presença da ministra da Saúde, Ana Jorge, visa promover a partilha de experiências entre os médicos de família e o debate de temas relacionados com os cuidados primários.

A ansiedade a depressão é uma das patologias que preocupa os médicos de família, que, enquanto profissionais de primeira linha, consultam muitos doentes aos quais acabam por atribuir esse diagnóstico.

«Os portugueses são muito afectados pela depressão, sobretudo em alturas de crise e aumento do desemprego», diz Luís Pisco. O responsável acrescenta que, na generalidade dos casos, o médico de família está apto a tratar doentes depressivos.

«Consegue fazer-se o diagnóstico e a terapêutica sem problema», afirma. Luís Pisco sublinha que até é mais simples para os médicos de clínica geral lidar com a situação, já que normalmente conhecem o meio em que a pessoa se insere.

Apesar de não haver dados que o indiquem concretamente, os médicos de família têm-se apercebido de mais situações de depressão nos seus doentes, o que pode estar relacionado com o momento de crise, diz Luís Pisco.
Redação / AR