A marca de higiene infantil norte-americana Pampers, da Procter and Gamble, desenvolveu uma nova tecnologia que permite aos pais saberem como maior facilidade e precisão quando os filhos precisam de mudar a fralda. O Lumi by Pampers consiste num dispositivo implantado na fralda que comunica com o telemóvel. É necessário, para isso, descarregar uma aplicação, que vai estar disponível para iPhone e Android.

O dispositivo instalado nas fraldas vai permitir também monitorizar várias caraterísticas do bebé. Além de saberem quando é necessário mudar o bebé, os pais podem acompanhar também o sono da criança.

Os pais podem antecipar as necessidades dos bebés, estabelecer rotinas e ganhar um maior conhecimento do desenvolvimento do seu bebé", disse a Pampers ao website Romper, especializado em produtos neonatais.

A fralda, que vem acompanhada de uma câmara com visão noturna, também será capaz de medir a temperatura do quarto do bebé e de verificar a humidade do ar. A ideia é que o dispositivo não seja útil apenas para os pais. A recolha de informação relativa ao bebé pode ser partilhada com o pediatra.

Embora consiga detetar vários parâmetros, incluindo quando o bebé fez xixi e está molhado, a fralda não apresenta, para já, uma total eficácia a detetar quando o bebé defeca. Isso justifica-se pelo funcionamento do sistema, que deteta sobretudo a humidade. 

Para já, o sistema só está à venda nos Estados Unidos, estando já disponível em pré-venda. 

Entre os parâmetros que o Lumi by Pampers permite monitorizar está a qualidade da alimentação dos bebés. Ainda esta semana, a qualidade nutricional da comida dos bebés foi avaliada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que concluiu que muitos dos alimentos destinados a crianças têm elevados níveis de açúcar. Um dos responsáveis pelo estudo foi o português João Breda, chefe do Escritório Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças Não Transmissíveis da OMS.

Os alimentos para bebés e crianças pequenas devem atender a várias recomendações estabelecidas de nutrição e composição. No entanto, há preocupações de que muitos produtos ainda possam ser muito ricos em açúcares”, disse João Breda.

/ AG