«Foi feita uma alteração dos horários de trabalho sem a auscultação dos profissionais para entrar em vigor dia 20 de abril [segunda-feira]. Os enfermeiros estão contra e os chefes de equipa da urgência dizem que se vão demitir se a alteração for aplicada», disse à Lusa Zoraima Prado, do Sindicato dos Enfermeiros.


«Todos os chefes de serviço dos vários pisos estão contra [as alterações] e dizem que não sabem como vão assegurar o serviço. A administração recebeu-nos e disse que vai tentar reunir com a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) para tentar uma abertura para negociar estas alterações.»




«A alteração da distribuição do horário de trabalho prende-se com o cumprimento de uma recomendação da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e da legislação em vigor.»


«O serviço continua sobrelotado e caótico, com uma taxa de 150%. Temos a informação que as camas de outros serviços onde os doentes estavam a ser internados vão encerrar este fim-de-semana, o que vai causar muitos problemas.»


«Destes doentes, são internados diariamente uma média de 18 utentes, percentagem ligeiramente superior à verificada em anos anteriores. Não foram encerradas quaisquer camas de internamento, mantendo-se abertas as camas adicionais operacionalizadas no período de inverno.»