Os enfermeiros cumprem, esta sexta-feira, o terceiro e último dia de greve, marcado por uma manifestação em Lisboa, a maior desde 1976 e onde são esperados entre 15 mil a 17 mil profissionais, segundo o sindicato do sector, escreve a Lusa.

A paralisação, que começou na quarta-feira, teve uma adesão no segundo dia de 90,63 por cento, de acordo com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, e de 82,98 por cento, segundo o Governo.

Ministra apela ao «bom senso» dos enfermeiros

Segundo o coordenador nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, José Carlos Martins, trata-se da paralisação «com maiores níveis de adesão desde 1976».

A manifestação, também a maior desde há 34 anos, de acordo com o mesmo sindicato, parte do Ministério da Saúde com destino ao Ministério das Finanças.

Os enfermeiros contestam a alegada proposta governamental de ingresso na carreira, que fixa o salário em 995 euros, um valor abaixo dos actuais 1020 euros e dos 1200 euros de outros profissionais da administração pública.

O Ministério da Saúde já esclareceu que a proposta de ingresso na carreira em discussão com os enfermeiros visa manter o montante dos 1020 euros. Os enfermeiros ameaçam endurecer os protestos caso o Governo continue com a sua posição.
Redação / PP