Um grupo de enfermeiros concentrou-se na manhã desta quarta-feira em frente ao Hospital de Aveiro para protestar contra a dispensa, no final deste ano, de nove colegas contratados a uma empresa e que trabalhavam no Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV).

Além destes enfermeiros, um grupo de dez médicos e técnicos de diagnóstico e terapêutica na mesma situação já receberam um email da empresa a informar que o contrato de trabalho termina no final deste mês.

Os nove enfermeiros que não vão ver os contratos renovados estão distribuídos pelos serviços de Medicina e Ortopedia, do Hospital de Águeda, e pelo serviço de Urgência do Hospital de Aveiro.

O Sindicato dos Enfermeiros já veio a público contestar esta atitude «imprudente e despropositada» e que, a concretizar-se, resultará em «claros prejuízos para a qualidade e segurança dos cuidados de enfermagem que serão prestados aos utentes».

Segundo o sindicato, o serviço de Medicina no Hospital de Águeda, que já se debatia com a falta de enfermeiros, será o mais afetado, já que vai ficar sem cinco dos 27 enfermeiros que prestam ali serviço, estando já assumida a redução do número de enfermeiros no turno da manhã de nove para oito, escreve a Lusa.

«Só nos últimos três meses, os enfermeiros que trabalham neste serviço realizaram quase 2.900 horas para além do seu horário normal de trabalho, o que corresponde a 20 meses de trabalho de um enfermeiro», disse à Lusa, Pedro Frias, do Sindicato dos Enfermeiros.

Contactada pela Lusa, a administração do CHBV diz que estes casos são relativos a contratos com termo, que cessam a 31 de dezembro de 2012 e que «por imperativos legais não vão ser renovados».

Apesar disso, a administração do CHBV reconhece que estes profissionais são necessários, tendo já pedido «autorização superior» para manter os colaboradores em funções.
Redação