A Fundação Champalimaud anunciou esta segunda-feira um prémio de um milhão de euros, a atribuir anualmente e sem limite temporal, vocacionado para a “erradicação do cancro”. O prémio é atribuído em parceria com Maurício e Charlotte Botton, um casal de origem espanhola e francesa, com o qual a instituição mantém uma parceria.

O “Botton-Champalimaud Cancer Award” vai distinguir trabalhos de investigação básica ou de prática clínica que tenham “grande impacto no controlo e cura” da doença, de acordo com a fundação.

Apesar do crescente conhecimento sobre a biologia da doença e dos avanços na prevenção, diagnóstico e terapia, as mortes por cancro continuam a aumentar na maioria dos países”, justificou a fundação .

João Silveira Botelho, administrador da fundação, destacou que se trata de um projeto intemporal e com uma única exceção: “deixará de existir se for descoberta a cura ou controlo de cancro”. O prémio visa premiar quem investe no tratamento do cancro, mas também “dar esperança às pessoas”, sublinhou o executivo.

A presidente da Fundação, Leonor Beleza, frisou que, além desta nova parceria, está a ser construído, junto ao edifício principal da fundação, um centro dedicado ao cancro do pâncreas, onde será criada uma unidade que investigará e tratará aquela patologia.

“É um dos cancros mais ameaçadores para todos nós. Todos receamos aquela doença que não sabemos nem detetar a tempo, nem tratar como ela necessita”, afirmou a responsável.

Por ser um desafio tão difícil, decidimos em conjunto que construiremos uma unidade exclusiva para esse fim”, acrescentou Leonor Beleza.

A nova unidade estará concluída no final do próximo ano. A inauguração está marcada para 5 de outubro de 2020, tendo o casal Botton doado 50 milhões de euros para a construção.