Dois cientistas da universidade do sul da Austrália fizeram um estudo para saber qual a dose máxima que se pode tomar de café num dia. O artigo científico publicado num jornal norte-americano de nutrição revela que a partir dos seis cafés diários a saúde da pessoa pode começar a ficar comprometida.

O estudo aponta que quem bebe mais de seis cafés por dia corre um risco de doença cardiovascular 22% acima de quem não bebe. Embora não tenham conseguido estabelecer uma relação linear entre os dados, Ang Zhou e Elina Hypponen, os cientistas responsáveis pelo artigo, afirmam que, segundo o estudo, “seis cafés é o ponto em que a cafeína começa a afetar a atividade cardiovascular”.

Curiosamente, o mesmo estudo aponta que quem não bebe café tem um risco maior (11%) de ter doenças cardíacas do que quem bebe uma a duas chávenas de café por dia. Para quem bebe descafeinado esse risco aumenta sete por cento em relação ao café.

O efeito da cafeína faz com que haja um aumento da pressão arterial, o que pode levar a doenças coronárias. Pessoas com um metabolismo mais elevado têm tendência a poder beber mais café, mas nunca deverá ultrapassar as ditas seis chávenas, definido pela investigação como o ponto de transição que confere ao café um caráter nocivo para a saúde.

No fundo, Elina Hypponen explica no estudo que, como em tudo, é necessário ter moderação. O artigo científico aponta que são bebidos três mil milhões de cafés por dia em todo o mundo.

Para este estudo foram analisadas 347.077 pessoas, com idades compreendidas entre os 37 e os 73 anos, das quais 8.368 foram diagnosticadas com doenças cardiovasculares. Os dados foram fornecidos por um banco de dados britânico.