Em Portugal surgem, todos os anos, 400 a 600 novos casos de mieloma múltiplo. Trata-se do segundo cancro do sangue mais frequente e não tem cura. Paulo Bernardo, hematologista, veio ao Diário da Manhã, esta segunda feira, falar sobre as características e as formas de prevenção desta doença.

Um diagnóstico atempado pode ditar a diferença entre a vida e a morte, já que nas últimas décadas tem aumentado a taxa de doentes que sobrevivem a este tipo de cancro.

A doença deve ser diagnosticada numa fase em que ainda não apresente sintomas”, refere Paulo Bernardo. “Quando apresenta sintomas, apresenta sintomas que não são específicos desta doença”, alertou.

A doença afeta, principalmente, pessoas a partir dos 50 anos. Quem tenha familiares com a doença apresenta risco acrescido.  O mieloma múltiplo é ligeiramente mais frequente nos homens, mas também afeta as mulheres e, segundo Paulo Bernardo, esse diagnóstico “não deve ser excluído”.

Cada vez mais temos médicos que pedem algumas análises nas consultas de rotina que podem detetar as proteínas que são produzidas pelas células que estão envolvidas neste cancro e que possam fazer um seguimento com um hematologista para ver como a doença está a evoluir”, explicou.

Dores nos ossos, anemia, insuficiência renal, fadiga e fraturas são alguns dos sintomas que podem ser confundidos com o envelhecimento. “Os doentes podem apresentar perdas de peso, mas não acontece sempre”, acrescentou.

Quando os doentes apresentam sintomas de anemia, fraturas e insuficiência renal, é sinal de que a doença já está com num estado muito avançado.

/ JGR