As reservas de sangue dos grupos negativos (O-, A- e B-) estão em baixa, de acordo com o Instituto do sangue e da Transplantação (IPST).  A situação repete-se todos os anos, em janeiro, quando as gripes, constipações e infeções respiratórias impedem os doadores de dar sangue, mas este ano a situação está particularmente crítica.

Numa situação normal “as reservas dos hospitais e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação são, em média, entre 15 a 19 dias, dependendo do tipo de sangue”, disse à TVI Maria Antónia Escoval, presidente do instituto. Porém, o aumento dos “surtos gripais” levam a uma diminuição de colheitas, por não existirem as condições necessárias para fazer a doação, uma vez que é preciso estar 15 dias sem sintomas e sem medicação.

Segundo o IPST, no mês de janeiro houve uma quebra de afluência às sessões de colheita de 13%, comparativamente com o mesmo mês do ano anterior, o que corresponde a menos 1.598 colheitas.

A situação é mais preocupante na área da grande Lisboa, onde existem “mais hospitais e maior consumo”, apesar de não existirem pacientes em risco. No centro e no norte do país a situação encontra-se “estável”.

Em média, os hospitais portugueses necessitam de 1.000 unidades de sangue e componentes sanguíneos diariamente, sendo fundamental manter a estabilidade das dádivas”, afirma o instituto em comunicado.

 

Precisamos de mais números”, apelou Maria Escoval, que insistiu que esta pode ser uma “excelente oportunidade para os jovens doarem sangue”.