As farmácias portuguesas vão receber cerca de 900 mil vacinas da gripe sazonal, que irão ser administradas à população a partir de 25 de outubro. No entanto, há farmácias que já estão a aceitar reservas e algumas até já têm listas com mais de 200 pedidos.  

Portugal comprou este ano 2,24 milhões de vacinas, mais 146 mil doses em relação ao ano anterior, para reforçar e preparar melhor o próximo inverno, o que representa um aumento de 7% em relação a 2020.

Habitualmente, a campanha de vacinação começava apenas em 15 de outubro, mas no ano  passado arrancou ainda em setembro devido à pandemia de covid-19. Este ano, a vacinação contra a gripe começa a 4 de outubro. A primeira fase de vacinação contra a gripe abrange profissionais de saúde que prestam serviços ao público, grávidas e idosos residentes em lares.

Na segunda fase, a vacina é administrada a outros grupos de risco: pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas. E, no ano passado, pela primeira vez, além da vacinação nos centros de saúde, cerca de 10% das vacinas da gripe adquiridas pelo Governo estavam reservadas à população com mais de 65 anos e podiam ser administradas em duas mil farmácias de todo o país. 

O processo irá repetir-se este ano. "Não sofreu alterações", "será um esforço solidário das farmácias, apoiado pelos municípios", explica à TVI24, Ema Paulino, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF).

A informação que temos de momento é que a vacinação nas farmácias e nos centros de saúde se iniciará no dia 25 de outubro", diz a presidente da ANF.

Segundo ANF, as farmácias vão receber 200 mil vacinas no contingente SNS (para pessoas com mais de 65 anos) e 700 mil vacinas para privado (para pessoas de grupos de risco, mediante apresentação de receita médica).

Os desafios do processo de vacinação para as farmácias "prendem-se com a sensibilização da população para a importância da vacinação dos grupos de risco, os que mais beneficiam da vacinação e a gestão de expectativas face ao número de doses disponível para os grupos de risco (não é possível vacinar toda a população portuguesa)", diz Ema Paulino.

Além disso, também é preciso pensar a "organização das infraestruturas e recursos humanos das farmácias para a administração de um grande número de vacinas num curto espaço de tempo, tendo em conta que as farmácias irão continuar a prestar todos os outros serviços à população, nomeadamente na dispensa de medicamentos, aconselhamento neste domínio, monitorização da efetividade e segurança das vacinas, e realização de testes rápidos de antigénio".

Maria João Caetano